Protocolo de intenções para criação de centro voltado ao setor foi assinado nesta terça-feira, 1º, durante a Expointer

A Universidade Feevale assinou, com o poder público e diversas entidades e instituições do Estado, um protocolo de intenções para o planejamento e a estruturação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Cachaça de Alambique do Estado do Rio Grande do Sul. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira, 1º de setembro, na Casa da Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e seus Derivados do Estado do RS (Aprodecana), durante a Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Além da Feevale, assinam o documento a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que coordenará a articulação institucional e o acompanhamento das iniciativas; o Conselho Regional de Química da 5ª Região (CRQ-V); a Associação Brasileira de Química – Secção Regional do RS (ABQ-RS); a Aprodecana; a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS (SICT-RS); a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi-RS); a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR-RS); e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Estavam presentes a secretária de Estado de Inovação, Ciência e Tecnologia, Lisiane Lemos, o presidente da Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e seus Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Aprodecana), Paulo Ramos, e o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, entre outros representantes de secretarias e instituições.
O documento prevê a cooperação das instituições para o planejamento e estruturação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Cachaça de Alambique do Estado do RS. O objetivo é identificar as principais demandas técnicas, científicas, tecnológicas e de qualificação da cadeia produtiva da cachaça de alambique no Estado, além de aproximar academia, poder público, entidades profissionais e o setor produtivo.
Entre as frentes previstas, estão o desenvolvimento de pesquisas científicas, ações de inovação e extensão, transferência de tecnologia e prestação de serviços tecnológicos. O centro também deverá contribuir para a formação e qualificação de profissionais, a disseminação de boas práticas, a segurança química, a responsabilidade técnica e o aprimoramento da qualidade dos processos e produtos.
Outro eixo da iniciativa é a sustentabilidade da cadeia produtiva, contemplando aspectos econômicos, sociais e ambientais. A proposta prevê, ainda, o apoio ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores e a busca por maior competitividade para o setor, por meio da agregação de valor, diferenciação, inovação e melhoria da qualidade.
Centro irá atuar na qualificação do produto
Na opinião do presidente da Aprodecana, Paulo Ramos, a assinatura do protocolo marca o encontro de uma visão de futuro com um dos produtos mais autênticos do Estado, que possui quase 300 anos de história no RS. “Precisamos de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento da tecnologia da cadeia produtiva da cachaça, que é tão significativa e que gera renda para tantas famílias, além de ser parte da cultura, da história e fruto de um trabalho tão bonito de nossa gente”, declarou.
A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, Lisiane Lemos, esclarece que a proposta, com o centro de referência, é criar um ambiente permanente de cooperação entre as universidades, entidades, poder público e produtores. “Queremos aproximar todos para que o Estado seja cada vez mais inovador e possa criar soluções rápidas a partir da ciência e da pesquisa, além de auxiliar os produtores em seus processos de formalização. Estamos no top 3 em se tratando de cachaça, e a partir dessa iniciativa, queremos chegar a top1! Muito obrigada e sucesso a todos”, salientou.

Conforme o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, a iniciativa é um dos exemplos em que poder público, academia e setor produtivo têm muitos benefícios em trabalhar juntos. “A universidade tem muito a contribuir para o desenvolvimento do Estado, e em especial, com a pesquisa científica, que gera conhecimento, aprimora processos e melhora a qualidade do produto, que faz parte da identidade cultural do país e do RS”, disse.
O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais da Feevale, Carlos Pandolfo Carone, explica que a Instituição atuará, no projeto, juntamente aos produtores ainda não associados à Aprodecana, com vistas à padronização e qualificação do produto. “Neste primeiro momento, estão sendo feitos contatos com produtores que não possuem o selo de qualidade. Após serão estabelecidos parâmetros químicos, com o intuito de desenvolver materiais (filtros) não prejudiciais à saúde. Usaremos a estrutura da Feevale, especialmente a Central Analítica, para fazer as análises, e trabalharemos em conjunto com as instituições parceiras do centro”, exemplificou.