José Paulo da Rosa integrou a programação do Oktober Summit, evento de inovação e tecnologia que se encerra nesta sexta-feira, 6, em Igrejinha

O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, foi um dos palestrantes no segundo e último dia da sexta edição do Oktober Summit, evento de inovação, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento. Ele falou sobre soft skills e desenvolvimento humano num mundo de IA na atividade que foi idealizada e promovida pelo Instituto Desenvolver.
Durante os dois dias do evento, empresários, gestores, profissionais e estudantes se reuniram para ouvir lideranças de diversos setores econômicos da região.
José Paulo destacou a importância da atenção às competências humanas que precisam ser estimuladas e desenvolvidas diante do cenário de avanço da Inteligência Artificial. “A IA agiliza o que fazemos, as competências humanas definem quem faz bem”, disse ao salientar que a técnica imposta à IA, como processar grandes volumes de dados, encontrar padrões, gerar textos, imagens e códigos em segundos, além de repetir tarefas sem cansar, não é maior do que a capacidade humana. “A IA é ótima em tudo isso, mas não sabe por nós”, comentou o reitor.
Educação como fator essencial
Competências humanas são as mais difíceis de desenvolver, de acordo com José Paulo, e é nesse contexto que a educação entra como fator essencial. "É preciso, mais do que nunca, buscar o conhecimento pela leitura, pelo desenvolvimento da consciência crítica com foco no discernimento", disse.
O reitor da Feevale ainda usou exemplos de países cujos resultados de investimentos em educação são cada vez mais visíveis, como Cingapura e Coreia do Sul.
Após a palestra, José Paulo participou do podcast do evento em entrevista conduzida por Alexandre Matte Júnior e Luis Loro, representantes do Instituto Desenvolver.
Questionado sobre o papel da universidade no contexto social, o reitor da Feevale respondeu que atualmente não há mais distanciamento entre universidade e mundo do trabalho. "As universidades comunitárias, condição em que a Feevale está inserida, têm por definição trabalhar por suas regiões e isso se reflete em propostas práticas como a oferta de parques tecnológicos, por exemplo. Nós temos o Feevale Techpark, onde estão instaladas mais de 120 empresas e o estudante tem espaço para empreender”, argumentou.