Litigância trabalhista é debatida em evento da Federasul | Universidade Feevale

Litigância trabalhista é debatida em evento da Federasul

07/10/2026 - Atualizado 17h45min

Evento Tá na Mesa, que conta com apoio educacional da Universidade Feevale, aconteceu nesta quarta-feira, 7

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O evento Tá na Mesa, tradicional reunião-almoço da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), teve como tema nesta quarta-feira, 7, a litigância trabalhista. O convidado desta edição, que ocorreu em Porto Alegre, foi o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), desembargador Alexandre Corrêa da Cruz. O Tá na Mesa conta com apoio educacional da Universidade Feevale. Participaram do encontro o reitor José Paulo da Rosa e o diretor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Cássio Schneider Bemvenuti.

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) disse, na reunião-almoço, que trabalha fortemente pelo fortalecimento da conciliação, da mediação e de mecanismos capazes de solucionar conflitos trabalhistas antes que eles se prolonguem. Convidado pela Federasul para abordar o tema, Alexandre Corrêa da Cruz explicou que a conciliação é uma espécie de atalho econômico e social em que trabalhador e empresa chegam a uma solução sem, necessariamente, percorrer todas as etapas de um processo até a sentença, recurso e eventual execução.

Cruz defendeu que quando empresas e trabalhadores conseguem solucionar divergências por meio de negociação, mediação ou conciliação, há redução do tempo, dos custos e da incerteza para os dois lados. “A conciliação contribui para reduzir a litigiosidade, gerar economia e dar maior celeridade aos processos”, argumentou.

O tamanho do desafio pode ser medido pelos números da Justiça do Trabalho. Em 2026, ingressaram no tribunal 67.817 novos processos no 1º grau (aumento de 11% em relação a 2025) e outros 35.878 novos processos no 2º grau (aumento de 0,35% em relação ao ano passado). Em 2025, foram solucionados 150.408 processos. Destas ações, 39,8% resultaram em acordos. De janeiro a maio deste ano, 58.449 processos foram solucionados, sendo que em 37,7% foram obtidos acordos entre as partes.

Para o presidente do TRT-4, o desafio não é simplesmente combater o número de processos trabalhistas, mas enfrentar as causas que levam à judicialização. A prevenção de conflitos e o diálogo devem ser fortalecidos, sem que isso signifique restringir o direito constitucional de acesso à Justiça. “Uma parte expressiva da judicialização pode ser consequência de conflitos trabalhistas que não foram solucionados adequadamente no ambiente empresarial”, analisou.

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, disse que reconhece a importância da Justiça do Trabalho na busca do bem comum. Lamentou, entretanto, que a insegurança em relação às decisões judiciais afaste investidores que poderiam trazer novos empreendimentos para o Estado. “É uma característica da cultura gaúcha ser irreverente, quase rebelde. Essa postura, porém, muitas vezes transforma uma sociedade em vítima de uma minoria de má-fé”, argumentou, acrescentando que a litigância é predatória, gerando conflitos e trazendo riscos para a economia.

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Saiba mais

O Tá na Mesa da Federasul tem apoio educacional da Universidade Feevale e debate temas econômicos, políticos e sociais. É um dos principais fóruns de debates e ponto de encontro do empresariado gaúcho que ocorre semanalmente, reunindo autoridades, lideranças, empresários e convidados especiais para palestras e discussões sobre o desenvolvimento do Estado e do país. O objetivo é estimular a troca de ideias, apresentar cases de sucesso e pautar tendências com pluralidade de opiniões.

 

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