Novo Hamburgo Território AfroSagrado é tema de aula aberta das licenciaturas na Universidade Feevale | Universidade Feevale

Novo Hamburgo Território AfroSagrado é tema de aula aberta das licenciaturas na Universidade Feevale

26/03/2025 - Atualizado 15h40min

A atividade ocorre dia 28 de março, no auditório do prédio Azul, no Câmpus II, e vai contar com a exposição das fotos que compõem o projeto sobre os terreiros de Novo Hamburgo

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O papel da fotografia documental de terreiro, as contribuições à efetivação da Lei 11.645 e reflexões sobre o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial são temas que serão abordados na próxima sexta-feira, dia 28, em aula aberta dos cursos de licenciatura da Universidade Feevale, no auditório do prédio Azul, Câmpus II.

A iniciativa é uma ação conjunta entre o Projeto Novo Hamburgo Território AfroSagrado e programas e projetos da Universidade Feevale, envolvendo as Licenciaturas de Artes Visuais, História, Letras e Pedagogia, o Programa de Educação Tutorial (PET), Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), os Programas de Pós-Graduação (PPG) em Processos e Manifestações Culturais e de Diversidade Cultural e Inclusão Social, o Projeto Galerias Feevale em Trânsito e o Projeto Aruanda.

O evento é gratuito e aberto à comunidade, inicia às 19h15min com uma visitação mediada à Exposição Fotográfica integrante do projeto, que estará no espaço de conveniência do Prédio Azul, e onde o público poderá conferir de perto as obras e conversar com o autor, o jornalista, fotógrafo, pesquisador em mestre em Processos e Manifestações Culturais, Leonardo Rosa.

A exposição, que esteve em cartaz na Casa da Cultura Dalilla Clementina Sperb até o dia 10 de janeiro, conta com 21 imagens, entre elas, dez com dimensões que passam de um metro, para dar a grandiosidade e revelar o espaço mítico das religiões de matriz africana.

A mostra conta com recurso de acessibilidade comunicacional, com a audiodescrição das imagens. Já a aula aberta tem início às 20h, no auditório do mesmo prédio. Com apresentação e mediação de Daniel Conte, coordenador do PPG em Processos e Manifestações Culturais da Universidade Feevale, contará com palestra de Leonardo Rosa e de Fernanda Dutra Oliveira, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e em Educação Antirracista, professora na rede municipal de ensino de Novo Hamburgo, na qual atua como assessora pedagógica na Gerência de Educação Inclusiva e Diversidade. A mesa contará ainda com representante do Projeto Aruanda.

O projeto batizado de “Novo Hamburgo Território AfroSagrado” com iniciativa de Leonardo Rosa e da produtora cultural Luana Khodja, responsável pela gestão e produção executiva do projeto, tem como foco central revelar o quantitativo de casas de religião de matriz africana, dando visibilidade para esta contribuição cultural e religiosa afro-brasileira presente em Novo Hamburgo, e incluiu etapas de pesquisa, mapeamento e a criação de produtos culturais, envolvendo exposição e catálogo fotográfico, site e dossiê de pesquisa, por meio dos quais são compartilhados parte dos conteúdos levantados durante a execução do projeto, que mapeou cerca de 88 casas de religião, de diversas nações e linhas das matrizes africanas presentes em Novo Hamburgo.

“É importante reverter este ocultamento, aprofundando e compartilhando saberes, promovendo a difusão e valorização destas manifestações culturais que demonstram e reafirmam a pluralidade e diversidade cultural local. Isso tudo também auxilia no combate ao racismo religioso e dá visibilidade ao protagonismo negro”, afirma Rosa.

“Novo Hamburgo Território AfroSagrado” obteve a maior pontuação na categoria “Execução de Ações Culturais”, no Chamamento Público Cultural nº 03/2023 - Edital de Fomento Artístico e Cultural (Lei Paulo Gustavo) da Secretaria Municipal da Cultura de Novo Hamburgo. É uma realização da Imago Produtora e Secretaria Municipal da Cultura de Novo Hamburgo, financiado com recursos federais da Lei Complementar nº 195/2022, de 8 de julho de 2022, Lei Paulo Gustavo.

Sobre as leis 10.639/03 e 11.645/08

Implementada em 2003, a Lei 10.639 tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas ou particulares, de ensino fundamental e médio – se tornando uma política pública fundamental para a luta antirracista. Em 2008, a legislação avançou, uniu e ampliou a proposta para contemplar também as populações indígenas, com a aprovação da Lei 11.645. Porém, mesmo após mais de vinte anos da primeira iniciativa deste tipo no País, a aplicação efetiva da lei ainda enfrenta desafios.

 

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