Reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, é um dos autores da obra

O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, participa da coletânea Salada de frutas: uma seleção de diferentes textos, assuntos e estilos para você ler, pensar e saborear, que reúne textos inéditos de 123 autores de diferentes áreas. A obra terá sessão de autógrafos no dia 14, às 18h, na Praça de Autógrafos Coletivos, durante a Feira do Livro de Porto Alegre.
Organizado por Marcos Eizerik e publicado pela AGE Editora, o livro apresenta uma proposta de diversidade literária, reunindo crônicas, poesias, análises, reflexões e textos técnicos. Com prefácio de Paulo Sérgio Pinto, a coletânea não segue uma temática única, mas valoriza a liberdade de expressão e a pluralidade de olhares sobre o mundo.
A contribuição de José Paulo da Rosa é o artigo “A educação do futuro”, no qual o autor reflete sobre as transformações necessárias no sistema educacional diante dos avanços tecnológicos e das mudanças sociais. Partindo de uma representação futurista da educação imaginada em 1900, o texto estabelece conexões entre as expectativas do passado e os desafios que se apresentam às escolas contemporâneas.
O artigo aborda a necessidade de repensar os modelos tradicionais de ensino e encontrar um equilíbrio entre tecnologia e comportamento, produtividade e contemplação, competências técnicas e habilidades socioemocionais. A partir de referências como Aristóteles e do debate internacional sobre os futuros da educação, o autor defende que a escola deve continuar sendo um espaço de formação integral, no qual o conhecimento caminhe ao lado da ética, do relacionamento e da felicidade.
Na reflexão sobre como seria uma sala de aula em 2126, José Paulo da Rosa propõe um ambiente híbrido, capaz de integrar o virtual ao analógico e ao físico, sem perder de vista a importância da convivência, da conversa e das relações humanas.
O virtual precisará interagir com o analógico e o físico. Esse meio termo entre a tecnologia e o relacionamento será importante. A escola precisará ser um espaço onde os fundamentos sejam trabalhados; não apenas as competências técnicas, mas também as habilidades comportamentais e interpessoais que nos permitam, num ambiente de contemplação, alcançar a felicidade”, opina o reitor.