Rede Municipal de Novo Hamburgo participa de encontro sobre saúde mental, gênero e diversidade no território escolar | Universidade Feevale

Rede Municipal de Novo Hamburgo participa de encontro sobre saúde mental, gênero e diversidade no território escolar

20/08/2026 - Atualizado 21/08/2026 13h52min

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Atividade do Convênio Educação Antidiscriminatória, entre a Feevale e Prefeitura, acontece na próxima segunda-feira, 24

Nesta segunda-feira, 24 de agosto, acontece mais um encontro do curso Afirmando direitos, enfrentando violências: gênero e justiça no território escolar, organizado pelo Grupo de Pesquisa Criança na Mídia da Universidade Feevale. A atividade será realizada das 14h às 17h, no auditório do prédio Azul, no Câmpus II da Instituição, em Novo Hamburgo.

A formação integra as ações do Convênio Educação Antidiscriminatória, entre a Feevale e Prefeitura de Novo Hamburgo, e reúne profissionais da rede municipal de ensino de do município. O curso propõe um espaço de formação, reflexão e construção coletiva de estratégias para o enfrentamento das violências de gênero, articulando educação, direitos humanos, mídia e letramento jurídico. A iniciativa parte do reconhecimento de que a violência de gênero constitui uma grave violação de direitos humanos e um problema social persistente, reforçando a importância do papel da escola na prevenção das violências, na promoção da igualdade de gênero e na construção de uma cultura comprometida com os direitos humanos.

O encontro do dia 24 de agosto, que terá como tema Saúde mental no território escolar: articulações possíveis para produção de vida na escola, será conduzido por Marluci Meinhart, psicóloga, pesquisadora, professora e doutoranda da Feevale e integrante do Grupo de Pesquisa Criança na Mídia. A atividade propõe refletir sobre como a educação tem recebido as diferentes infâncias e quais possibilidades de existência e expressão têm sido construídas no ambiente escolar. Nesse sentido, o encontro abordará as relações entre saúde mental, gênero, sexualidade, diversidade e direitos humanos, problematizando preconceitos e violências que atravessam a sociedade e também se reproduzem nos espaços escolares. A proposta destaca a importância do diálogo e da construção coletiva de práticas capazes de reconhecer e enfrentar situações de discriminação, inclusive aquelas que aparecem de maneira mais sutil no cotidiano.

A formação apresentará, ainda, possibilidades de atuação no ambiente escolar, destacando que acolher, ouvir, observar e identificar situações de violência e sofrimento são responsabilidades que envolvem toda a comunidade educativa. Entre as estratégias propostas, estão a valorização do vínculo e da escuta, a abordagem da diversidade nos diferentes conteúdos escolares e a utilização de materiais e referências que contemplem diferentes corpos, identidades e histórias de vida.


Mais do que individualizar situações de sofrimento, o encontro convida os profissionais da educação a compreenderem a saúde mental como uma construção coletiva, diretamente relacionada à capacidade da escola de acolher diferenças, enfrentar violências e produzir espaços de pertencimento e proteção”, afirma Saraí Schmidt, coordenadora do grupo de pesquisa Criança na Mídia e da equipe do projeto social Cidade Viva.

O encontro do dia 24 de agosto representa, assim, mais uma etapa do compromisso do Convênio Educação Antidiscriminatória com a formação continuada dos profissionais da educação e com a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade, a proteção das infâncias e a constituição de territórios escolares mais seguros, diversos e acolhedores”, diz.

Ao longo dos encontros, educadores e educadoras são convidados a refletir sobre as diferentes formas pelas quais desigualdades e discriminações se manifestam no cotidiano e nos territórios escolares, incluindo aquelas produzidas e disseminadas pelas mídias. Nesse percurso, a alfabetização midiática constitui um dos eixos da formação, possibilitando problematizar estereótipos, representações e discursos discriminatórios que atravessam as experiências de crianças e adolescentes. Outro eixo central é o letramento jurídico, compreendido como a aproximação dos profissionais da educação com direitos, legislações e mecanismos de proteção das infâncias e de enfrentamento às discriminações.

O curso é coordenado pelo Grupo de Pesquisa Criança na Mídia – Núcleo de Estudos em Comunicação, Educação e Cultura, pelo projeto social Cidade Viva e pela Secretaria Municipal de Educação de Novo Hamburgo.

 

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